Que saudade da geladeira velha
Por Mylton Severiano
Quem acredita em Deus O vê surgir em qualquer sinal, assim como em qualquer sinal quem não acredita no capitalismo o vê sumir. Por exemplo, a geladeira nova que eu comprei, depois de ficar vinte anos com a mesma sem ter problema algum, salvo “descongelar” o frízer volta e meia. A nova, com garantia de um ano, com um ano e uma semana enguiçou. Cem paus pra consertar. Passou mais um ano, outro enguiço. Mais cento e poucos paus. Ontem, ela em vésperas de completar 3 aninhos de idade, parou de gelar e o moço diz que esse modelo não vem com num sei quê no num sei que lá, que pra instalar esse num sei quê no num sei que lá são 140 pilas.
E não me venham os publicitários fantásticos e criativos dizer que é porque ela não é nenhuma Brastemp. Ela é uma Brastemp! Frost Free 360.
Assim, o capitalismo não dura até a próxima esquina, gente!
domingo, 12 de dezembro de 2010
REVELAÇÕES DO WIKILEAKS?
deu no blog do bourdoukan
Não me convencem
Sim, as “revelações “ do wikileaks, ainda não me convencem.
E, por favor, antes de atirar pedras vejam por que tenho dúvidas.
1-Até agora não vazou nenhuma informação substancial sobre o atentado às torres gêmeas em 11/9;
2- Não vazou nenhuma informação sobre os acordos secretos entre Bush pai e Sadam Hussein;
3- Não vazou nenhuma informação sobre a invasão do Kuwait pelo Iraque;
4-Não vazou nenhuma informação sobre a guerra Iran-Iraque;
5- Não vazou nenhuma informação sobre o Iran-Contras;
6- Não vazou nenhuma informação sobre a invasão do Iraque por bush Junior;
7-Não vazou nenhuma informação sobre a invasão do Afeganistão;
8-Não vazou nenhuma informação sobre os inúmeros ataques de Israel ao Líbano;
9-Não vazou nenhuma informação sobre as seis guerras provocadas por Israel;
10- Não vazou nenhuma informação sobre o arsenal nuclear de Israel;
11- Não vazou nenhuma informação sobre a Flotilha da Liberdade atacada por Israel;
12- Não vazou nenhuma informação sobre os genocídios promovido por Israel contra os palestinos nos últimos 63 anos.
E paro por aqui porque a lista é interminável.
Vejam que me ative somente a questões do Oriente Médio.
E nem mencionei Bin Laden.
Acho muito estranho que nada sobre essa região tenha vazado, onde os Estados Unidos possuem interesses vitais.De qualquer forma, continuo dando um voto de confiança ao Wikileaks, mas sem crer que haverá de fato revelações bombásticas.
Aguardemos...
http://blogdobourdoukan.blogspot.com/
Não me convencem
Sim, as “revelações “ do wikileaks, ainda não me convencem.
E, por favor, antes de atirar pedras vejam por que tenho dúvidas.
1-Até agora não vazou nenhuma informação substancial sobre o atentado às torres gêmeas em 11/9;
2- Não vazou nenhuma informação sobre os acordos secretos entre Bush pai e Sadam Hussein;
3- Não vazou nenhuma informação sobre a invasão do Kuwait pelo Iraque;
4-Não vazou nenhuma informação sobre a guerra Iran-Iraque;
5- Não vazou nenhuma informação sobre o Iran-Contras;
6- Não vazou nenhuma informação sobre a invasão do Iraque por bush Junior;
7-Não vazou nenhuma informação sobre a invasão do Afeganistão;
8-Não vazou nenhuma informação sobre os inúmeros ataques de Israel ao Líbano;
9-Não vazou nenhuma informação sobre as seis guerras provocadas por Israel;
10- Não vazou nenhuma informação sobre o arsenal nuclear de Israel;
11- Não vazou nenhuma informação sobre a Flotilha da Liberdade atacada por Israel;
12- Não vazou nenhuma informação sobre os genocídios promovido por Israel contra os palestinos nos últimos 63 anos.
E paro por aqui porque a lista é interminável.
Vejam que me ative somente a questões do Oriente Médio.
E nem mencionei Bin Laden.
Acho muito estranho que nada sobre essa região tenha vazado, onde os Estados Unidos possuem interesses vitais.De qualquer forma, continuo dando um voto de confiança ao Wikileaks, mas sem crer que haverá de fato revelações bombásticas.
Aguardemos...
http://blogdobourdoukan.blogspot.com/
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
CHIODI, FANELLI, PITOMBO E MANTOVANI NA MOSTRA "OBRAS ESPECIAIS"
Obras especiais
Por Oscar D'Ambrosio
Esta exposição reúne trabalhos desenvolvidos a partir de aulas coordenadas pelo artista plástico Rubens Matuck, o educador Paulo Pitombo e a escultora Lela Severino com alunos especiais, integrados com aqueles considerados normais. As obras apontam como diversas maneiras de observar o mundo comportam entendimentos próprios da realidade.
Os trabalhos selecionados indicam como a manifestação artística é uma prática da construção de um olhar e, no caso dos alunos especiais, isso ocorre em circunstâncias ainda mais completas e complexas, pois a atividade sobre uma deficiência, seja ela visual ou motora, demanda um exercício constante de reconstrução de si mesmo.
Desse modo, a arte do “diferente” ganha o sentido de expressão de um mundo individual, que se distingue por sucessivas escolhas. O assunto e as técnicas utilizadas são objeto de debate nas aulas, pois aquilo que é retratado e como isso é feito são constantemente discutidos.
Ver criadores com algum tipo de dificuldade apenas como resultado de uma jornada de esforço é limitador. É essencial libertar o olhar para averiguar qualidades plásticas intrínsecas. Assim, pela arte, a exclusão se torna inclusão; e as obras, vistas ingenuamente como diferentes, se apresentam como únicas e especiais.
Oscar D’Ambrosio é doutorando em Educação, Arte e História da Cultura na Universidade Mackenzie, é mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp. Integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA-Seção Brasil).
MAIS UMA BAIXARIA DA GRANDE IMPRENSA
A matéria abaixo foi publicada no blog
http://cloacanews.blogspot.com/2010/12/o-reporter-toddynho-da-folha-de-spaulo.html
O REPÓRTER-TODDYNHO DA FOLHA DE S.PAULO E O CASO DA “CABELEIREIRA DA DILMA”
No último dia 10 de novembro, a advogada gaúcha Márcia Westphalen teve sua nomeação para o cargo Especial de Transição Governamental publicada no Diário Oficial da União. Na tarde daquele mesmo dia, Márcia recebe telefonema do repórter Breno Costa, do auto-denominado jornal Folha de S.Paulo. “Ele queria saber se eu havia trabalhado como cabeleireira, pois havia feito uma busca no Google, com meu nome, e encontrou essa informação”. O jornalista quis saber, também, como ela havia sido nomeada e qual seria o seu cargo.
Eis o relato de Márcia Westphalen: “Pacientemente, expliquei que havia trabalhado em um salão durante um período curto, que não chegava a cinco meses, em uma época de crise financeira, mas que aquela nunca foi minha atividade principal. Disse que era formada em Direito pela PUC-RS, que tinha inscrição na OAB, que falava quatro idiomas, e que no período em que trabalhei no salão eu me ocupava mais com produção para desfiles, marcas e modelos do que com atendimento direto a pessoas físicas. Falei que havia trabalhado em diversas empresas, sempre com cargos que envolviam confiança, e que qualquer dos meu ex-empregadores poderia atestar. Contei ainda que havia morado na Inglaterra e na Argentina, sempre trabalhando. Disse que ele estava mal informado, pois no Governo de Transição não havia cargos, somente uma escala de nomeação que vai do número I ao V ou VI, não sabia bem, conforme ele poderia verificar no Diário Oficial, e que trabalharia na função de secretária executiva”.
Márcia Westphalen informou ainda que já havia trabalhado na coordenação de campanha de Dilma Rousseff, no escritório político, e que lá exercia a função de secretária/assistente do coordenador administrativo, e que, por isso, havia sido selecionada para o Governo de Transição. “Ele perguntou como eu havia entrado lá. Contei que foi por análise de currículo. Fui, pedi, fiz entrevista e fui contratada. Assim. Ele falou que só estava verificando, que eu não me preocupasse. Mas eu já tinha sentido a maldade...”
Segue o relato: “Logo depois, começo a telefonar para meus contatos, pois me ocorrera o seguinte: como ele tinha o número do meu celular de Porto Alegre, sendo que eu trabalhava aqui na Transição, que tem Assessoria de Imprensa e tudo?
Descubro que ele havia ligado para o XXXXXX, meu último empregador antes da campanha, uma produtora, fazendo-se passar por amigo meu, dizendo que sentia saudades de mim e pedindo o meu celular. O pessoal de lá, sempre ocupado, diz que não tem em mãos o meu número, mas que passaria o telefone da XXXXXX, que era minha amiga e que o teria, com certeza. Descubro que ele havia telefonado para ela da mesma forma baixa e anônima. E que ele mentira novamente. Falou que morria de saudades de mim, que queria saber como andava minha vida, como eu estava aqui em Brasília, se ainda cortava cabelos... A XXXXX, pessoa de boa-fé, disse que eu estava bem, que não trabalhava mais com cabelos, que estava superfeliz aqui etc. Não sei o que mais ela falou, mas sei que caiu na lábia dele, porque até achou que era algum ex-namorado meu... Quando eu falei para ela que aquele sujeito era um jornalista da Folha de S.Paulo, e que senti a maldade dele, ela queria morrer...”
No dia seguinte, uma nova versão da vida de Márcia Westphalen aparece estampada na Folha de S.Paulo, assinada por…Breno Costa. Em poucas horas, como um rastilho de pólvora, a "notícia" abaixo já está alastrada em emissoras de rádio, portais de internet e blogs limpinhos.
O governo vai pagar mais de R$ 6.800 para uma cabeleireira gaúcha trabalhar como secretária na equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff.
Até 2009, ela trabalhava como cabeleireira num salão de beleza em Porto Alegre. Manteve até ontem à tarde no ar um blog sobre "cabelos, tendências e dicas de visual". O blog saiu do ar após a Folha entrar em contato com o governo de transição.
No blog, se apresentava dizendo já ter morado em "vários países" e trabalhado "em salões de diversos estilos". Afirmava ainda que, "por ideologia, não faço alisamento, escovas progressivas ou qualquer outro processo agressivo".
Segundo o governo de transição, Westphalen é formada em direito e foi selecionada por análise de currículo pela campanha de Dilma, quando passou a atuar, de acordo com a assessoria, como secretária trilíngue.
À Folha Westphalen informou outra função. Também disse que foi selecionada por análise de currículo, mas que trabalhou na área de "apoio de produção", auxiliando na organização de eventos da campanha de Dilma.
Sobre seu papel no governo de transição, disse que ainda não sabia qual seria sua função, mas negou que fosse trabalhar como cabeleireira.
Para saber quem republicou, acriticamente, a patifaria do desmunhecado funcionário de Otávio Frias Filho, clique aqui, ou aqui, ou aqui, ou aqui.
Para visitar o Talking Hair – novo blog de Márcia Westphalen – e conhecer a repercussão que o episódio teve na chamada imprensa gaúcha, clique aqui.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
CARETICE MATA
Melhor drogado vivo
do que careta morto
Eu bebo sim
estou vivendo
tem gente que não bebe
e tá morrendo
(De um samba cantado por Elizeth Cardoso)
Por Mylton Severiano
Li na Folhona (segunda, 6.12.2010) carta de certo Mauro Borges, “coordenador nacional da campanha Droga Mata”. Protesta contra o governador fluminense Sergio Cabral dizer que apresentará a Dilma proposta “que visa defender em foruns internacionais a discussão a respeito da legalização das drogas leves, alegando que a repressão aos traficantes mata inocentes”.
O QUE É QUE NÃO MATA?
O sujeito do Droga Mata se insurge, diz que “não se evita a morte de inocentes liberando as drogas leves ou pesadas, já que uma das piores e mais destruidoras drogas liberadas no mundo são as bebidas alcoólicas, responsáveis por milhões de mortes de inocentes”.
Borges diz que, liberar qualquer droga, “leve ou pesada”, significa “reconhecer a incompetência e a total falência do Estado na guerra contra elas”. (Claro que o Estado jamais vai vencer a guerra contra as drogas, seria o mesmo que o Estado vencer uma guerra contra a natureza humana.)
ARSÊNICO SALVA
Mas como tem gente gastando tempo, dinheiro, energia em más obras! Para começar, se droga mata, pergunto: o que é que não mata? Talvez você que me lê, inadvertida e inocentemente, responda:
Ora, suco de maracujá não mata.
Ou alguma bebida mais inocente ainda, água. Pois saiba que beber oito litros de suco de maracujá mata; e dez litros de água matam.
Vem dos gregos o conceito simples: a dose letal está na dose. Quantidades infinitesimais de arsênico podem nos curar doenças, e uma quantidade suficiente para matar um rato pode nos matar.
Tome um litro de uísque duma vez e você pode morrer. Tome duas ou três doses por dia e pode lhe fazer bem ao coração.
COMO ESSA GENTE QUE DEFENDE
A VIDA É CHEGADA NUMA CAVEIRA!
Uma quantidade de Mauro Borges e sua campanha panaca Droga Mata, na dose que vi hoje na seção Painel do Leitor da Folha, me provoca reação salutar: mas que bobagem! Se virar campanha em doses cavalares, pode matar. Como está matando a proibição das “drogas” em escala mundial.
É melhor ser um careta vivo que um drogado morto, diz o dístico do Droga Mata, que usa como ilustração uma caveira – como essa gente adora caveira! O Caveirão, o Esquadrão da Morte... e falam em defesa da vida ostentando uma caveira.
Tanto faz. Que tal inverter? Posso tomar como símbolo um filhote qualquer, cheio de vida. E posso defender, com este símbolo, que é melhor um drogado vivo que um careta morto, não?
OBRA NOS PERGOLADOS DO PARQUE DA ÁGUA BRANCA É SUSPENSA
Ministério Público protocola ACP Cautelar com Pedido de Liminar
O Promotor Meio Ambiente do Ministério Público de SP, Dr. Washington Luiz, protocolou nesta segunda feira uma Ação Civil Pública Cautelar com Pedido de Liminar, requerendo a suspensão de qualquer ação referente ao contrato de obra nos Pergolados, entre o Fundo Social do Governo - FUSSESP e a Empresa Harus Construções.
Leia a ACP Cautelar na íntegra.
Leia a ACP Cautelar na íntegra.
Movimento SOS Parque da Água Branca
PRESENTE DE NATAL
A obra Se Liga - o livro das drogas, de autoria de Mylton Severiano, lançado pela Record em 1997, está à venda no Submarino.
CONJUGAÇÃO DO VERBO FUMAR
Por Mylton Severiano
EU FUMO
TU JORNALISTA FUMAS
A POLÍCIA FUMA
NÓS HUMANOS FUMAMOS
VÓS JUÍZES FUMAIS
ELES PEEMES FUMAM
ENTÃO POR QUE ESSA ENCRENCA?
vamos dividir as toneladas de maconha apreendidas!
EU FUMO
TU JORNALISTA FUMAS
A POLÍCIA FUMA
NÓS HUMANOS FUMAMOS
VÓS JUÍZES FUMAIS
ELES PEEMES FUMAM
ENTÃO POR QUE ESSA ENCRENCA?
vamos dividir as toneladas de maconha apreendidas!
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
QUER PAZ? LEGALIZE JÁ! - parte 2
ENQUANTO FOR PROIBIDO HAVERÁ "TRÁFICO"
E HAVERÁ VIOLÊNCIA
Por Mylton Severiano
Enfim, dez dias depois da invasão policial-militar do morro do Alemão, alguém trisca no real por trás da realidade: Luiz Eduardo Soares, ex-coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania fluminense (1999-2000) e ex-secretário nacional de Segurança Pública (2003). Principais pontos da entrevista dele na Folha, 2/12/2010:
• A parceria entre o tráfico e segmentos policiais corruptos, que vendem armas, alugam Caveirão, ganham percentuais da venda da droga, tem que ser objeto da preocupação prioritária.
• Se chegou, no final dos anos 80 e início dos 90, a um terceiro estágio da economia da corrupção: (...) o arrego. Isso faz com que a polícia se torne parceira fixa.
• Os milicianos são policiais. (...) Esperam que a polícia enfrente o tráfico e, se isso não acontece, fazem negócios com os traficantes.
• Há uma enorme ilusão [na cobertura da mídia brasileira]. Não quero ser o único que enxerga a realidade, pelo amor de Deus! Mas é assustador que pessoas tão inteligentes e bem intencionadas se iludam com a fábula de que o bem venceu o mal. (...) Vamos nos surpreender sendo apunhalados pelas costas, porque parte dos heróis são os que estão nos condenando à insegurança, levando armas e drogas para as favelas.
• A contaminação [das Forças Armadas pelo tráfico] é uma preocupação do próprio Exército, seja por exemplos internacionais, seja pela experiência de roubos de armas, com cumplicidade de gente da instituição.
Li dúzias de artigos, crônicas, matérias, entrevistas, e ninguém vê que o real por trás da realidade é: enquanto houver proibição de “drogas”, vai haver tráfico, e violência. Pois só gente maluca da cabeça, capaz de defender seu “negócio” pelo poder das armas, arrisca-se a enfrentar as “forças da lei” para garantir o gigantesco lucro proporcionado pela venda de algo proibido, mas muito procurado.
Proíba qualquer coisa, gente, tomate se você quiser: amanhã aparece um traficante de tomate!
Há 15 anos, já defendia a legalização das drogas proibidas em meu best-seller Se Liga! – O livro das drogas (Record, RJ, 1997 – último exemplar que pedi à editora estava na quinta edição em 2003). Ali escrevi:
Os que defendem a legalização apresentam os seguintes argumentos principais:
- o Estado não pode legislar sobre aquilo que fazemos entre quatro paredes, nem pode nos impedir de fazer com o corpo o que bem entendermos, desde que não resulte em dano a terceiros;
- a legalização, ao estancar o tráfico ilegal, permitirá ao Estado auferir recursos na forma de impostos e taxas, eliminará uma fonte de corrupção e extinguirá a criminalidade resultante das guerras entre quadrilhas;
- drogas distribuídas legalmente passarão por controles de qualidade e incluirão na embalagem a bula, como as drogas farmacêuticas em geral, permitindo ao usuário saber o que está comprando e precaver-se contra os riscos de abusos ou mau uso.
A polêmica entre os que pregam a legalização e os que se opõem acirrou-se a partir do início da década de 1990, depois de célebre editorial de The New York Times, em 1987, pela descriminação da maconha. Os favoráveis à liberação eram poucos, no início do período em questão (a década 1987-1996).
O primeiro nome de expressão mundial a pronunciar-se a favor foi o economista americano Milton Friedman, Prêmio Nobel de 1976 por seus trabalhos sobre consumo e teoria de sistemas monetários.
Voltarei ao assunto: quem proíbe e por quê; o que disse Milton Friedman a favor da legalização. Por ora aqui fica a consigna:
QUER PAZ? LEGALIZE JÁ!
E TOME ESTA
Depois de aparecer a mídia em quinto lugar na confiança popular, agora o Ipea (Instituto Brasileiro de Pesquisa Aplicada) mostra que o povo acha a polícia péssima. Grandes novidades. E não dá nem pra se queixar ao bispo, vai que ele é da turma do papanazi ou do Opus Dei...
PS – Não sou o único que está enxergando o real por trás da realidade, mas estou.
E HAVERÁ VIOLÊNCIA
Por Mylton Severiano
Enfim, dez dias depois da invasão policial-militar do morro do Alemão, alguém trisca no real por trás da realidade: Luiz Eduardo Soares, ex-coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania fluminense (1999-2000) e ex-secretário nacional de Segurança Pública (2003). Principais pontos da entrevista dele na Folha, 2/12/2010:
• A parceria entre o tráfico e segmentos policiais corruptos, que vendem armas, alugam Caveirão, ganham percentuais da venda da droga, tem que ser objeto da preocupação prioritária.
• Se chegou, no final dos anos 80 e início dos 90, a um terceiro estágio da economia da corrupção: (...) o arrego. Isso faz com que a polícia se torne parceira fixa.
• Os milicianos são policiais. (...) Esperam que a polícia enfrente o tráfico e, se isso não acontece, fazem negócios com os traficantes.
• Há uma enorme ilusão [na cobertura da mídia brasileira]. Não quero ser o único que enxerga a realidade, pelo amor de Deus! Mas é assustador que pessoas tão inteligentes e bem intencionadas se iludam com a fábula de que o bem venceu o mal. (...) Vamos nos surpreender sendo apunhalados pelas costas, porque parte dos heróis são os que estão nos condenando à insegurança, levando armas e drogas para as favelas.
• A contaminação [das Forças Armadas pelo tráfico] é uma preocupação do próprio Exército, seja por exemplos internacionais, seja pela experiência de roubos de armas, com cumplicidade de gente da instituição.
Li dúzias de artigos, crônicas, matérias, entrevistas, e ninguém vê que o real por trás da realidade é: enquanto houver proibição de “drogas”, vai haver tráfico, e violência. Pois só gente maluca da cabeça, capaz de defender seu “negócio” pelo poder das armas, arrisca-se a enfrentar as “forças da lei” para garantir o gigantesco lucro proporcionado pela venda de algo proibido, mas muito procurado.
Proíba qualquer coisa, gente, tomate se você quiser: amanhã aparece um traficante de tomate!
Há 15 anos, já defendia a legalização das drogas proibidas em meu best-seller Se Liga! – O livro das drogas (Record, RJ, 1997 – último exemplar que pedi à editora estava na quinta edição em 2003). Ali escrevi:
Os que defendem a legalização apresentam os seguintes argumentos principais:
- o Estado não pode legislar sobre aquilo que fazemos entre quatro paredes, nem pode nos impedir de fazer com o corpo o que bem entendermos, desde que não resulte em dano a terceiros;
- a legalização, ao estancar o tráfico ilegal, permitirá ao Estado auferir recursos na forma de impostos e taxas, eliminará uma fonte de corrupção e extinguirá a criminalidade resultante das guerras entre quadrilhas;
- drogas distribuídas legalmente passarão por controles de qualidade e incluirão na embalagem a bula, como as drogas farmacêuticas em geral, permitindo ao usuário saber o que está comprando e precaver-se contra os riscos de abusos ou mau uso.
A polêmica entre os que pregam a legalização e os que se opõem acirrou-se a partir do início da década de 1990, depois de célebre editorial de The New York Times, em 1987, pela descriminação da maconha. Os favoráveis à liberação eram poucos, no início do período em questão (a década 1987-1996).
O primeiro nome de expressão mundial a pronunciar-se a favor foi o economista americano Milton Friedman, Prêmio Nobel de 1976 por seus trabalhos sobre consumo e teoria de sistemas monetários.
Voltarei ao assunto: quem proíbe e por quê; o que disse Milton Friedman a favor da legalização. Por ora aqui fica a consigna:
QUER PAZ? LEGALIZE JÁ!
E TOME ESTA
Depois de aparecer a mídia em quinto lugar na confiança popular, agora o Ipea (Instituto Brasileiro de Pesquisa Aplicada) mostra que o povo acha a polícia péssima. Grandes novidades. E não dá nem pra se queixar ao bispo, vai que ele é da turma do papanazi ou do Opus Dei...
PS – Não sou o único que está enxergando o real por trás da realidade, mas estou.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
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