quarta-feira, 3 de novembro de 2010

DEPOIMENTO

Teresinha Matos nos enviou este texto publicado no blog Viomundo, assinado pelo neurocientista Miguel Nicolelis, professor da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, criador do Instituto Internacional de Neurociência de Natal, (RN), e indicado ao Prêmio Nobel de Medicina, em 2008. E a gente repassa.




Uma coisa estranha aconteceu na noite 
passada em Natal


Desde que cheguei ao Brasil, há duas semanas, eu vinha sentindo uma sensação muito estranha. Como se fora acometido por um ataque contínuo da famosa ilusão, conhecida popularmente como déjà vu, eu passei esses últimos 15 dias tendo a impressão de nunca ter saído de casa, lá na pacata Chapel Hill, Carolina do Norte, Estados Unidos.


Mas como isso poderia ser verdade? Durante esse tempo todo eu claramente estava ou São Paulo ou em Natal. Todo mundo ao meu redor falava português, não inglês. Todo mundo era gentil. A comida tinha gosto, as pessoas sorriam na rua. No aeroporto, por exemplo, não precisava abrir a mala de mão, tirar computador, tirar sapato, tirar o cinto, ou entrar no scan de corpo todo para provar que eu não era um terrorista. Ainda assim, com todas essas provas evidentes de que eu estava no Brasil e não nos EUA, até no jogo do Palmeiras, no meio da imortal “porcada”, a sensação era a mesma: eu não saí da América do Norte! Mesmo quando faltou luz na Arena de Barueri durante o jogo, porque nem a 25 km da capital paulista a Eletropaulo consegue garantir o suprimento de energia elétrica para um prélio vital do time do coração do ex-governador do estado (aparentemente ninguém vai muito com a cara dele na Eletropaulo. Nada a ver com o Palmeiras), eu consegui me sentir à vontade.


Custou-me muito a descobrir o que se sucedia.


Porém, ontem à noite, durante o debate dos candidatos a Presidência da República na Rede Record, uma verdadeira revelação me veio à mente. De repente, numa epifania, como poucas que tive na vida, tudo ficou muito claro. Tudo evidente. Não havia nada de errado com meus sentidos, nem com a minha mente. Havia, sim, todo um contexto que fez com que o meu cérebro de meia idade revivesse anos de experiências traumatizantes na América do Norte.


Pois ali na minha frente, na TV, não estava o candidato José Serra, do PSDB, o “partido do salário mais defasado do Brasil”, como gostam de frisar os sofridos professores da rede pública de ensino paulistana, mas sim uma encarnação perfeita, mesmo que caricata, de um verdadeiro George Bush tropical. Para os que estão confusos, eu me explico de imediato. Orientado por um marqueteiro que, se não é americano nato, provavelmente fez um bom estágio na “máquina de moer carne de candidatos” em que se transformou a indústria de marketing político americano, o candidato Serra tem utilizado todos os truques da bíblia Republicana. Como estudante aplicado que ainda não se graduou (fato corriqueiro na sua biografia), ele está pronto para realizar uns “exames difíceis” e ser aceito para uma pós-graduação em aniquilação de caracteres em alguma universidade de Nova Iorque.


Ao ouvir e ver o candidato, ao longo dessas duas semanas e no debate de ontem à noite, eu pude identificar facilmente todos os truques e estratégias patenteados pelo partido Republicano Americano. Pasmem vocês, nos últimos anos, essa mensagem rasa de ódio, preconceito, racismo, coberta por camadas recentes de fé e devoção cristã, tem sido prontamente empacotada e distribuída para o consumo do pobre povo daquela nação, pela mídia oficial que gravita ao seu redor.


Para quem, como eu, vive há 22 anos nos EUA, não resta mais nenhuma dúvida. Quem quer que tenha definido a estratégia da campanha do candidato Serra decidiu importar para a disputa presidencial brasileira tanto a estratégia vergonhosa e peçonhenta da “vitória a qualquer custo”, como toda a truculência e assalto à verdade que têm caracterizado as últimas eleições nos Estados Unidos. Apelando invariavelmente para o que há de mais sórdido na natureza humana, nessa abordagem de marketing político nem os fatos, nem os dados ou as estatísticas, muito menos a verdade ou a realidade importam. O objetivo é simplesmente paralisar o candidato adversário e causar consternação geral no eleitorado, através de um bombardeio incessante de denúncias (verdadeiras ou não, não faz diferença), meias calúnias, ou difamações, mesmo que elas sejam as mais absurdas possíveis.


Assim, de repente, Obama não era mais americano, mas um agente queniano obcecado em transformar a nação americana numa república islâmica. Como lá, aqui Dilma Rousseff agora é chamada de búlgara, em correntes de emails clandestinos. Como os EUA de Bill Clinton, apesar de o país ter experimentado o maior boom econômico em recente memória, foi vendido ao povo americano como estando em petição de miséria pelo então candidato de primeira viagem George Bush.


Aqui, o Brasil de Lula, que desfruta do melhor momento de toda a sua história, provavelmente desde o período em que os últimos dinossauros deixaram suas pegadas no que é hoje o município de Sousa, na Paraíba, passa a ser vendido como um país em estado de caos perpétuo, algo alarmante mesmo. Ao distorcer a verdade, os fatos, os números e, num último capítulo de manipulação extremada, a própria percepção da realidade, através do pronto e voluntário reforço do bombardeio midiático, que simplesmente repete o trololó do candidato (para usar o seu vernáculo favorito), sem crítica, sem análise, sem um pingo de honestidade jornalística, busca-se, como nos EUA de George Bush e do partido Republicano, vender o branco como preto, a comédia como farsa.


Não interessa que 26 milhões de brasileiros tenham saído da miséria. Nem que pela primeira vez na nossa história tenhamos a chance de remover o substantivo masculino “pobre” dos dicionários da língua portuguesa. Não faz a menor diferença que 15 milhões de novos empregos tenham sido criados nos últimos anos. Ou que, pela primeira vez desde que se tem notícia, o Brasil seja respeitado por toda a comunidade internacional. Para o candidato da oposição esse número insignificante de empregos é, na sua realidade marciana, fruto apenas de uma maior fiscalização que empurrou com a barriga do livro de multas 10 milhões de pessoas para o emprego formal desde o governo do imperador FHC.


Nada, nem a realidade, é capaz de impressionar os fariseus e arautos que estão sempre prontos a enxovalhar o sucesso desse país de mulatos, imigrantes e gente que trabalha e batalha incansavelmente para sobreviver ao preconceito, ao racismo, à indiferença e à arrogância daqueles que foram rejeitados pelas urnas e vencidos por um mero torneiro mecânico que virou pop star da política internacional. Nada vai conseguir remover o gosto amargo desse agora já fato histórico, que atormenta, como a dor de um membro fantasma, o ego daqueles que nunca acreditaram ser o povo brasileiro capaz de construir uma nação digna, justa e democrática com o seu próprio esforço. Como George Bush ao Norte, o seu clone do hemisfério sul não governa para o povo, nem dele busca a sua inspiração. A sua busca pelo poder serve a outros interesses; o maior deles, justiça seja feita, não é escuso, somente irrelevante, visto tratar-se apenas do arquivo morto da sua vaidade, o maior dos defeitos humanos, já dizia dona Lygia, minha santa avó anarquista. Para esse candidato, basta-lhe poder adicionar no currículo uma linha que dirá: Presidente do Brasil (de tanto a tanto). Vaidade é assim, contenta-se com pouco, desde que esse pouco venha embalado num gigantesco espelho.


Voltando à estratégia americana de ganhar eleições, numa segunda fase, caso o oponente sobreviva ao primeiro assalto, apela-se para outra arma infalível: a evidente falta de valores cristãos do oponente, manifestada pela sua explícita aquiescência para com o aborto; sua libertinagem sexual e falta de valores morais, invariavelmente associada à defesa do fantasma que assombra a tradição, família e propriedade da direita histérica, representado pela tão difamada quanto legítima aprovação da união civil de casais homossexuais. Nesse rolo compressor implacável, pois o que vale é a vitória, custe o que custar, pouco importa ao George Bush tupiniquim que milhares de mulheres humildes e abandonadas morram todos os anos, pelos hospitais e prontos-socorros desse Brasil afora, vítimas de infecções horrendas, causadas por abortos clandestinos.


George Bush, tanto o original quanto o genérico dos trópicos, provavelmente conhece muitas mulheres do seu meio que, por contingências e vicissitudes da vida, foram forçadas a abortos em clínicas bem equipadas, conduzidas por profissionais altamente especializados, regiamente pagos para tal prática. Nenhum dos dois George Bushes, porém, jamais deu um plantão no pronto-socorro do Hospital das Clínicas de São Paulo e testemunhou, com os próprios olhos e lágrimas, a morte de uma adolescente, vítima de septicemia generalizada, causada por um aborto ilegal, cometido por algum carniceiro que se passou por médico e salvador.


Alguns amigos de longa data, que também vivem no exterior, andam espantados com o grau de violência, mentiras e fraudes morais dessa campanha eleitoral brasileira. Alguns usam termos como crime lesa pátria para descrever as ações do candidato do Brasil que não deu certo, seus aliados e a grande mídia.


Poucos se surpreenderam, porém, com o fato de que até o atentado da bolinha de papel foi transformado em evento digno de investigação no maior telejornal do hemisfério sul (ou seria da zona sul do Rio de Janeiro? Não sei bem). No caso em questão, como nos EUA, a dita grande imprensa que circunda a candidatura do George Bush tupiniquim acusa o Presidente da República de não se comportar com apropriado decoro presidencial, ao tirar um bom sarro e trazer à tona, com bom humor, a melhor metáfora futebolística que poderia descrever a farsa. Sejamos honestos, a completa fabricação, desmascarada em verso, prosa e análise de vídeo, quadro a quadro, por um brilhante professor de jornalismo digital gaúcho.


Curiosamente, a mesma imprensa e seus arautos colunistas não tecem um único comentário sobre a gravidade do fato de ter um pretendente ao cargo máximo da República ter aceitado participar de uma clara e explicita fabricação. Ou será que esse detalhe não merece algumas mal traçadas linhas da imprensa? Caso ainda estivéssemos no meio de uma campanha tipicamente brasileira, o já internacionalmente famoso “atentado da bolinha de papel” seria motivo das mais variadas chacotas e piadas de botequim. Mas como estamos vivendo dentro de um verdadeiro clone das campanhas americanas, querem criminalizar até a bolinha de papel. Se a moda pega, só eu conheço pelo menos uns dez médicos brasileiros, extremamente famosos, antigos colegas de Colégio Bandeirantes e da Faculdade de Medicina da USP, que logo poderiam estar respondendo a processos por crimes hediondos, haja vista terem sido eles famosos terroristas do passado, que se valiam, não de uma, mas de uma verdadeira enxurrada, dessas armas de destruição em massa (de pulgas) para atingir professores menos avisados, que ousavam dar de costas para tais criminosos sem alma .


Valha-me Nossa Senhora da Aparecida — certamente o nosso George Bush tupiniquim aprovaria esse meu apelo aos céus –, nós, brasileiros, não merecemos ser a próxima vítima do entulho ético do marketing eleitoral americano. Nós merecemos algo muito melhor. Pode parecer paranoia de neurocientista exilado, mas nos EUA eu testemunhei como os arautos dessa forma de fazer política, representado pelo George Bush original e seus asseclas, conseguiram vender, com grande sucesso e fanfarra, uma guerra injustificável, que causou a morte de mais de 50 mil americanos e centenas de milhares de civis iraquianos inocentes.


Tudo começou com uma eleição roubada, decidida pela Corte Suprema. Tudo começou com uma campanha eleitoral baseada em falsas premissas e mentiras deslavadas. A seguir, o açodamento vergonhoso do medo paranóico, instilado numa população em choque, com a devida colaboração de uma mídia condescendente e vendida, foi suficiente para levar a maior potência do mundo a duas guerras imorais que culminaram, ironicamente, no maior terremoto econômico desde a quebra da bolsa de 1929.


Hoje os mesmos Republicanos que levaram o país a essas guerras irracionais e ao fundo do poço financeiro acusam o Presidente Obama de ser o responsável direto de todos os flagelos que assolam a sociedade americana, como o desemprego maciço, a perda das pensões e aposentadorias, a queda vertiginosa do valor dos imóveis e a completa insegurança sobre o que o futuro pode trazer, que surgiram como conseqüência imediata das duas catastróficas gestões de George Bush filho.


Enquanto no Brasil criam-se 200 mil empregos pro mês, nos EUA perdem-se 200 mil empregos a cada 30 dias. Confrontado com números como esses, muitos dos meus vizinhos em Chapel Hill adorariam receber um passaporte brasileiro ou mesmo um visto de trabalho temporário e mudar-se para esse nosso paraíso tropical. Eles sabem pelo menos isto: o mundo está mudando rapidamente e, logo, logo, no andar dessa carruagem, o verdadeiro primeiro mundo vai estar aqui, sob a luz do Cruzeiro do Sul!


Fica, pois, aqui o alerta de um brasileiro que testemunhou os eventos da recente história política americana em loco. Hoje é a farsa do atentado da bolinha de papel. Parece inofensivo. Motivo de pilhéria. Eu, como gato escaldado, que já viu esse filme repulsivo mais de uma vez, não ficaria tão tranqüilo, nem baixaria a guarda. Quem fabrica um atentado, quem se apega ou apela para questões de foro íntimo, como a crença religiosa (ou sua inexistência), como plataforma de campanha hoje, é o mesmo que, se eleito, se sentirá livre para pregar peças maiores, omitir fatos de maior relevância e governar sem a preocupação de dar satisfações aqueles que, iludidos, cometeram o deslize histórico de cair no mais terrível de todos os contos do vigário, aquele que nega a própria realidade que nos cerca.


Aliás, ocorre-me um último pensamento. A única forma do ex-presidente (Imperador?) Fernando Henrique Cardoso demonstrar que o seu governo não foi o maior desastre político-econômico, testemunhado por todo o continente americano, seria compará-lo, taco a taco, à catastrófica gestão de George Bush filho. Sendo assim, talvez o candidato Serra tenha raciocinado que, como a sua probabilidade de vitória era realmente baixa, em último caso, ele poderia demonstrar a todo o Brasil quão melhor o governo FHC teria sido do que uma eventual presidência do George Bush genérico do hemisfério sul. Vão-se os anéis, sobram os dedos. Perdido por perdido, vamos salvar pelo menos um amigo. Se tal ato de solidariedade foi tramado dentro dos circuitos neurais do cérebro do candidato da oposição (truco!), só me restaria elogiá-lo por este repente de humildade e espírito cristão.


Ciente, num raro momento de contrição, de que algumas das minhas teorias possam ter causado um leve incômodo, ou mesmo, talvez, um passageiro mal-estar ao candidato, eu ousaria esticar um pouco do meu crédito junto a esse grande novo porta-voz do cristianismo e fazer um pequeno pedido, de cunho pessoal, formulado por um torcedor palmeirense anônimo, ao candidato da oposição. O pedido, mais do que singelo, seria o seguinte:


Candidato, será que dá pro senhor pedir pro governador Goldman ou pro futuro governador Dr. Alckmin para eles não desligarem a luz da Arena Barueri na semana que vem? Como o senhor sabe, o nosso Verdão disputa uma vaguinha na semifinal da Copa Sulamericana e, aqui entre nós, não fica bem outro apagão ser mostrado para todo esse Brazilzão, iluminado pelo Luz para Todos, do Lula. Afinal de contas, se ocorrer outro vexame como esse, o povão vai começar a falar que se o senhor não consegue nem garantir a luz do estádio pro seu time do coração jogar, como é que pode ter a pretensão de prometer que vai ter luz para todo o resto desse país enorme? Depois, o senhor vem aqui e pergunta por que eu vou votar na Dilma? Parece abestalhado, sô!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

PARABÉNS, POVO BRASILEIRO!

Avenida Paulista, dia 31 de outubro de 2010, 23h
Fotos Amancio Chiodi











PARABÉNS, POVO BRASILEIRO!!!!

repassando...









500 anos esta noite
                                                     Pedro Tierra

De onde vem essa mulher
que bate à nossa porta 500 anos depois?
Reconheço esse rosto estampado
em pano e bandeiras e lhes digo:
vem da madrugada que acendemos
no coração da noite.

De onde vem essa mulher
que bate às portas do país dos patriarcas
em nome dos que estavam famintos
e agora têm pão e trabalho?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem dos rios subterrâneos da esperança,
que fecundaram o trigo e fermentaram o pão.

De onde vem essa mulher
que apedrejam, mas não se detém,
protegida pelas mãos aflitas dos pobres
que invadiram os espaços de mando?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem do lado esquerdo do peito.
Por minha boca de clamores e silêncios
ecoe a voz da geração insubmissa
para contar sob sol da praça
aos que nasceram e aos que nascerão
de onde vem essa mulher.
Que rosto tem, que sonhos traz?
Não me falte agora a palavra que retive
ou que iludiu a fúria dos carrascos
durante o tempo sombrio
que nos coube combater.
Filha do espanto e da indignação,
filha da liberdade e da coragem,
recortado o rosto e o riso como centelha:
metal e flor, madeira e memória.
No continente de esporas de prata
e rebenque,
o sonho dissolve a treva espessa,
recolhe os cambaus, a brutalidade, o pelourinho,
afasta a força que sufoca e silencia
séculos de alcova, estupro e tirania
e lança luz sobre o rosto dessa mulher
que bate às portas do nosso coração.

As mãos do metalúrgico, 

as mãos da multidão inumerável
moldaram na doçura do barro
e no metal oculto dos sonhos
a vontade e a têmpera
para disputar o país.

Dilma se aparta da luz
que esculpiu seu rosto
ante os olhos da multidão
para disputar o país,
para governar o país.


Brasília, 31 de outubro de 2010.



PARABÉNS, POVO BRASILEIRO!!!

...email de José Fidelis...



Caras e Caros,
O povo brasileiro faz cada vez mais sua história, e como protagonista, dono de seu nariz e de seus destinos: a despeito de tanta calúnia e difamação, elegeu tranquilamente, com mais de 56 por cento dos votos válidos, a Presidente Dilma.
Obrigado, povo brasileiro!
Como disse o querido Leonardo Boff, "a verdade venceu a mentira", e o grande povo brasileiro, que conhece e reconhece a mudança de paradigma de governo promovida pelo Presidente Lula, manifestou-se livre e soberanamente em favor aos avanços!
Parabéns, Presidente Dilma, e boa sorte!
Avante, Povo Brasileiro!
Somos do bem: votamos Dilma 13!
Votamos bem: somos Dilma 13!


PS: Como trilha sonora deste momento de alegria e celebração, ouçam o "hino" da campanha de 1989, com novo arranjo (feito pelo compositor Wagner Tiso, parceiro de Milton Nascimento e de Fernando Brant), abaixo:


Hino da história de Lula volta em novo arranjo para Dilma na reta final

26/10/2010 18:04,  Por Redação, de São Paulo
Wagner Tiso é o autor do novo arranjoWagner Tiso é o autor do novo arranjo

Os militantes da aliança de apoio à candidata Dilma Rousseff (PT) ganharam do compositor Wagner Tiso o jingle que vai embalar a campanha até as urnas, neste domingo. A música, que esteve presente em todas as campanhas do presidente Lula, Sem Medo de ser Feliz, anima os últimos dias da candidatura que, segundo as pesquisas, amplia a distância para o segundo colocado.
Compositor e maestro, Wagner Tiso é o autor do novo arranjo e o refrão, ao invés do histórico “Lula-lá” agora leva “Dilma-lá” até as ruas do país, nas manifestações de apoio à candidata. Na TV, o horário eleitoral leva ao ar um clipe com imagens na campanha, também disponível no YouTube. Apenas alguns minutos depois que entrou no ar, já foi acessado mais de 300 vezes.
Tiso, que estava no Teatro Casagrande, no Leblon, Zona Sul do Rio, junto com artistas e intelectuais que levaram o apoio à candidata, semana passada, teve a ideia de recriar o jingle da campanha de Lula de 1989, composto por Hilton Acioli. Naquele mesmo ano, com a ida do presidente Lula para o segundo turno, Tiso fez um novo arranjo para a música, nas vozes de Chico Buarque, Gilberto Gil e Djavan.

PARABÉNS, POVO BRASILEIRO!!

...email de Roberto Buenno...


Cidadãos/Cidadãs,
Parabéns, Povo Brasileiro: FOI ELEITA A PRIMEIRA PRESIDENTE DO BRASIL -- DILMA ROUSSEF!!!
Com sinceridade e alma leve, sem rancores e revanchcismo, para o Brasil seguir mudando, o projeto iniciado pelo Presidente Lula será consolidado.
Obrigados, Lula e Alencar!
Ao trabalho, Dilma e Michel!
Buenno

domingo, 31 de outubro de 2010

O POVO BRASILEIRO VAI FAZER HISTÓRIA NESTE DOMINGO

repassando José Fidelis...


Caras e Caros,
Estamos na reta de chegada para o início da nova etapa do processo de consolidação das transformações sociais, econômicas, ambientais, culturais e políticas necessárias para, afinal, o Brasil sair de sua condição de atraso através do desenvolvimento integrado, sustentável e sobretudo democrático, corajosamente iniciado pelo Presidente Lula.
O embate foi ótimo para o fortalecimento das instituições democráticas, construídas com muito sacrifício, não apenas por mulheres e homens democráticos notáveis mas sobretudo pela atuação incessante e corajosa de milhões de brasileiros anônimos, como Dilma, que, sem serem "profissionais da política", asseguraram a vitória das forças democráticas contra a ditadura, cujos órfãos e viúvos apoiaram a campanha inescrupulosa do candidato das forças conservadoras, conforme lista de mentiras e desmentidos abaixo, além do descarado apoio dos grandes grupos de comunicação (Abril, Estado, Folha,Globo etc).
Avante, Povo Brasileiro!
Sou do bem: voto Dilma 13!
Voto bem: sou Dilma 13!




Assistam ao vídeo abaixo pois é rápido, simples e claro!
Direto do Rio Grande do Sul. 

http://marciacsilva.wordpress.com/2010/10/30/de-que-lado-esta-o-sr-cloaca/



Folha de S.Paulo "matando" Romeu Tuma para favorecer Aloysio Nunes:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/10/05/filho-de-tuma-a-folha-matou-meu-pai/
http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/folha-mata-o-senador-romeu-tuma-depois-de-assassinar-o-jornalismo.html
http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/09/25/folha-nao-da-para-acreditar-nem-na-data/

Bafão com o Aloysio Nunes, o senador que se elegeu depois da morte "antecipada" de Romeu Tuma.
Ele xingou o repórter da Rede Brasil Atual, usando um argumento de José Serra sempre usa para se defender.


Fato: http://advivo.com.br/blog/luisnassif/aloysio-nunes-ofende-reporter-da-rede-brasil-atual (no dia 26)

Resposta do jornalista (texto sensacional): http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/jornalista-da-rede-brasil-atual-responde-a-ofensa-de-senador-dopsdb

Resposta hipócrita do Aloysio: http://comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?menu=JI&idnot=57173&editoria=8

Reportagem sensacional sobre o metrô: http://www.youtube.com/watch?v=_NXxx3trVgU&feature=player_embedded

O povo mostra quem é Índio da Costa (o candidato a vice que Serra escondeu): http://www.youtube.com/watch?v=lBuplHzy6hw&feature=share

Por que Serra afundaria o Brasil
: http://www.youtube.com/watch?v=Ig9pE6qwzxw

PARA LER E PENSAR

Ana Niemeyer nos repassa email enviado pelo advogado urbanista Paulo Lomar a Antonio Carlos Cesarino, a respeito do texto de Chico Alencar sobre a ingerência do Papa nas eleições brasileiras - tambem publicado neste blog.

Antonio Carlos,

O texto do Chico Alencar que você me enviou suscita questões para ampla reflexão. O Papa opinou sobre questões não privativas do Estado Brasileiro. Como líder espiritual e religioso que é, ele tem o direito e o dever de orientar os bispos, que partilham com ele o pastoreio do Povo de Deus. Basta ler seus textos (dentre os quais, recomendo "Fé, verdade e tolerância", 2007, obra editada por Ramon LLull) para perceber que ele distingue entre o que deve ser relativo e o que não deve.
 A meu ver e salvo melhor juízo, quando fala dos relativismos presentes na nossa sociedade, ele critica o subjetivismo (relativismo)  segundo o qual não existiria uma verdade objetiva de modo que cada um "crie" sua própria verdade e dê asas ao próprio egoísmo, o que poderia levar, no limite, até ao autoritarismo. Sua crítica ao relativismo dominante na nossa sociedade parece-me pertinente.
No mesmo sentido, creio, entre nós, Hilton Japiassu, filósofo da Ordem Dominicana no Rio de Janeiro, concorda com ele na crítica aos relativismos. Ele, Bento XVI, propõe o que considera verdadeiro com muita humildade, mas não abre mão de propor, nem gosta de fazer concessões no que considera essencial. Seu lema de bispo é: “colaborador da verdade”. Isto não implica autoritarismo. Em geral, a grande dificuldade prática é propor a verdade com amor, isto é, sem a pretensão de imposição aos outros do conteúdo que se crê verdadeiro. Este discurso pode ser contraditado por argumentos racionais, mas não parece cabível sustentar que ele não deveria propor o que pensa ser verdadeiro e necessário sob o pretexto de ser, além de líder espiritual e religioso, chefe do minúsculo Estado do Vaticano. O Evangelho é questionador de toda ordem social iníqua, sim, mas, principalmente, questionador de cada um de nós.
O episcopado brasileiro já vinha seguindo as orientações de Bento XVI nas matérias referidas em seu discurso. Sobre o aborto, por exemplo, lembro a posição recente do Presidente da CNBB, dizendo que é inegociável a posição da Igreja contrária ao aborto e à sua descriminalização e o artigo escrito por D. Odilo Scherer sobre o mesmo assunto, publicado na imprensa. Ou seja, já existia posicionamento dos bispos brasileiros condenando o aborto e sua descriminalização. Neste contexto, se formos encarar positivamente o discurso do Papa, sua fala poderia ser interpretada no sentido de ser destinada a reforçar a posição do conjunto dos bispos.
Todavia, sem dúvida, o momento em que proferiu seu discurso foi bastante inoportuno. Concordo com a crítica do Betto, ao lamentar que o Papa tenha “virado cabo eleitoral de forças conservadoras”, embora, em seu discurso, ele, o Papa, não tenha se referido expressamente a pessoas ou a partidos políticos.
De qualquer modo, ainda que esta possa ter sido a intenção velada dele ou das pessoas que o assessoraram, o fato é que, a meu ver, este discurso não vai influir nas eleições em favor do Serra. Faço votos que a crítica do Betto chegue aos ouvidos dele.
Agora, é importante considerar que, no texto do discurso, o Papa não adotou a posição do bispo de Guarulhos, dos dirigentes do Regional Sul 1 e de mais dois outros de discriminar o PT e a Dilma.
A posição deste grupo, sim, é criticável porque pretende substituir a consciência pessoal dos leigos pela consciência deles. Ou seja, ao invés de propor o conteúdo da mensagem cristã, respeitando a consciência de cada um, estes bispos pretenderam impor sua avaliação pessoal discriminatória em nome da fé. Na verdade, clara manipulação. O de Guarulhos chegou até a julgar o comportamento da Dilma, sua "incoerência", o que não é papel de nenhum bispo em relação a qualquer leigo.
Não lhes cabe julgar o comportamento de ninguém. Ademais, o exemplo do bom samaritano está  aí, proposto para ser seguido, praticado, e não apenas lido nas homilias. Nunca vi o bispo de Guarulhos posicionar-se publicamente em favor do combate à miséria, nem apoiar qualquer movimento que lute pelos marginalizados e desfavorecidos.
Somente agora, como bem diz o Betto, inoculados pelo vírus do oportunismo, o Bispo de Guarulhos e os dirigentes do Regional Sul 1 apareceram para fazer política partidária, ocultando-a sob a aparência do combate ao aborto. Pelo que soube, após a manifestação destes dirigentes, os demais bispos de São Paulo se reuniram e reiteraram a orientação anterior da CNBB, desautorizando a nota dos dirigentes.
Agora, há um aspecto positivo no discurso do Papa, quando ele diz que ”fé e política se tocam”. Esta fala deveria ser utilizada, por nós, para reforçar a necessidade de um posicionamento efetivo e coletivo dos bispos brasileiros nas questões relacionadas à superação da miséria, em favor dos direitos humanos, dos sem-terra, sem-teto, índios, minorias, etc., que é o sentido das Escrituras, evitando sua utilização pelos conservadores para justificar a manipulação que fazem em sentido contrário.
Não vejo nenhum problema no empenho do Vaticano quanto à aprovação recente da Concordata. Quanto aos demais pontos do discurso do Papa, o do ensino confessional nas escolas públicas do Estado, eu não vejo também nenhum problema, desde que não seja imposto indiscriminadamente aos alunos. O acesso a ele deve ser voluntário, porque não se pode impor a fé a ninguém. Agora, de fato, não basta o ensino teórico das diversas religiões, como ilustração cultural. Não é isto o que se espera do ensino religioso.
Os símbolos religiosos fazem parte da história do povo brasileiro. Não faz sentido inibir a espontaneidade da expressão popular nos ambientes públicos.
A extirpação da miséria e a elevação da renda dos mais pobres reduzirão bastante a realização de abortos no País, naturalmente, acompanhada de maior educação no sentido da valorização pessoal de cada um.
Bem, mas agora, após o discurso do Papa, o importante é eleger a Dilma, no dia 31, para dar continuidade ao Governo Lula.
Espero que o Chico não vá votar no retrocesso representado pelo Serra, que está aliado aos grupos mais direitistas do País, lembrando a velha UDN.
Infelizmente, Helio Bicudo, do alto de seus mais de 85 anos, está vendo riscos inexistentes de autoritarismo e ditadura, se Dilma for eleita. É uma pena o subjetivismo dele na atual conjuntura e o conseqüente apoio ao Serra. Mas isto não desmerece os serviços que ele e alguns de seus liderados prestaram no passado em favor dos direitos humanos. Trata-se de posição equivocada. Estou convencido disto, pois estamos com as instituições funcionando normalmente. Serra não merece confiança para presidir o Brasil, hoje, ele é de direita, pois sua prática rejeita seu passado. Pretende modificar a política de sucesso do atual Governo Lula, assim como fez quando, ao assumir a Prefeitura de São Paulo, depois de desistir de extinguir os CEUs (como era seu desejo inicial), após ser convencido pela Soninha, baixou sua qualidade, desnaturando-os. Do mesmo modo, depois de assumir o Governo do Estado, ele abandonou programas de Alckmin na Educação, apesar deste ser de seu próprio partido. O País não merece que ele possa repetir este tipo de comportamento na Presidência da República.
Por estas e outras, mais uma vez Dilma Lá no dia 31.
Abraços.

Paulo Lomar

Nota de Antonio Carlos:
Paulo Lomar, advogado urbanista, militante católico, foi membro da Comissão Justiça e Paz.

DEBATE NA GLOBO: DILMA LAVOU A ALMA DE SEUS ELEITORES

Repassando Roberto Buenno


Cidadãos/Cidadãs,
Nada como a democracia, pela qual lutamos tanto durante duas décadas!
Sou, sim, daquela geração que enfrentou os cachorros da ditadura e que logo depois se decepcionou com os falsos arautos da Aliança Democrática, da qual participaram José Serra, FHC, José Sarney, Marco Maciel, Roberto Freire e tantos outros, que traíram acintosamente Ulysses Guimarães e Waldir Pires em 1989. Mas, ao contrário deles, não nego e não me arrependo de nada, sobretudo quando vemos que "tudo vale a pena quando a alma não é pequena", como sabiamente disse o grande Fernando Pessoa.
Ontem, pois, a Dilma nos deu a oportunidade de lavarmos a alma, não apenas pela performance no debate, mas pela convicção das propostas, que hoje já são práticas, já são realidade.
Se, no dizer do Zuenir Ventura, 1968 foi "o ano que não acabou", 2010 foi o ano da redenção de 1984, quando a ditadura, esta sim, ABORTOU o movimento das ruas em prol das Diretas-Já. Em memória do saudoso Ulysses, do inesquecível Brizola, do sempre presente Arraes, do memorável Teotônio (pai, que nunca foi tucano) e do ainda que equivocado (nos últimos anos) Dante (que morreu tucano há menos de dois anos e sequer foi lembrado pelo S-ferra e sua trupe), amanhã estaremos consolidando este importante momento que só a democracia nos proporciona.
O Brasil está dando prova de maturidade por não ter se deixado cair nas inúmeras armadilhas maldosamente plantadas por quem sempre quis aparentar ser "o melhor", o "mais competente", o "mais experiente", o "mais preparado", o "ético", o "ficha-limpa", o "completo" e que não passa de uma grande fraude. Ao contrário, o povo brasileiro dá provas de ter sabido reconhecer as transformações hercúleas promovidas pelo grande Lula, digno Presidente Operário que entra para a história do Brasil como um homem do povo que generosamente mudou os destinos de seu povo, e para melhor.
Obrigado, Lula e Alencar!
Ao trabalho, Dilma e Michel!
Buenno


No debate mais esperado da campanha, o da Rede Globo de Televisão, Dilma - com mais de 10 pontos de frente em todas as pesquisas – demonstra clara superioridade intelectual e melhor conhecimento de Brasil. Ao seu lado, Serra é reduzido à sua dimensão de mentiroso, dissimulado e apelativo.
Em vários momentos do debate, Serra foi desmoralizado, mesmo com o comportamento sereno e calmo de Dilma. Um exemplo disso foi quando ele teve que responder sobre a questão do funcionalismo. Falou, falou, mas escondeu a forma violenta e perversa como trata os professores em São Paulo: debaixo de pancada em praça pública, com cavalos, bombas de gás e cassetete. Dilma tocou na ferida do tucano. Respondeu que o funcionário público precisa ser valorizado e citou o piso salarial e os planos de carreira para os professores das universidades federais.
Dilma é objetiva, Serra é só trololó.
Na pergunta sobre corrupção, Dilma apontou o trabalho da Polícia Federal, que condenou e prendeu muitos poderosos, como a amiga de Serra e Geraldo Alckmin, a dona da Daslu, Eliane Tranchesi. Enquanto na época de FHC/Serra existia o famoso “Engavetador Geral de República” que não deixava nada ser investigado. Serra ficou quieto, canhestro, apavorado com evidente medo de que Dilma avançasse na delicada questão que o envolve com corrupção e sonegação fiscal.
José Serra, como no clássico da Bossa Nova, é o candidato “de uma nota só”: para ele não existe planejamento de nada, só fala em “pacto” e “mutirão”. Esse desrespeito é sentido pela população paulista que mora em locais de risco. Sempre quando entra o verão e as chuvas aumentam, casas desabam do alto dos morros. As políticas de Serra para a área, tanto na prefeitura quanto no governo estadual, simplesmente, não existiram!
Serra fala para a platéia com a preocupação de não se comprometer. Dilma abre o peito e fala claramente o que pensa e o que propõe.
Serra mente o tempo todo. Dilma encara os problemas e diz a verdade.
Falando sobre segurança, o tucano “esqueceu” providencialmente algumas coisas da maior importância, como quando as duas polícias, civil e militar, entraram em conflito na frente do Palácio dos Bandeirantes, num episódio traumático para a população paulista. Parece que também não se lembra do PCC, reerguido nos governos do PSDB e que espalha o terror na vida da população de São Paulo. Dilma prometeu continuar a grande experiência das polícias comunitárias que deu certo em capitais como no Rio de Janeiro.
Serra foi evasivo e superficial, Dilma foi serena e firme.
No encerramento, e mostrando o quanto odeia os nordestinos e a população mais humilde, Serra criticou o Bolsa Família. Disse que R$ 120 por mês é pouca coisa para as famílias. Não disse, mas sempre foi contra e se pudesse acabava com ela! Quando ele e FHC estavam no governo, o salário mínimo era de menos de US$ 60,00 e o Brasil sofria com o desemprego e a fome. Diz que criou o “bolsa escola”, mas esconde que ele era de apenas R$ 15,00!
Serra não conseguiu apresentar uma alternativa. Desmoralizou-se. Dilma mostrou como é possível fazer ainda mais e melhor.
O debate da Rede Globo, último dessas eleições, deixou clara a vitória de Dilma e o acerto de nosso povo ao elegê-la, conforme todas as pesquisas vem demonstrando: Datafolha, Ibope, Vox Populi e Sensus.
Sem os ataques e o baixo nível de Serra, com a falsidade e a dissimulação que o caracterizam, Dilma demonstrou mais clareza, seriedade e competência. Serra foi reduzido ao seu tamanho: a pequenez de um manipulador, um sociopata obcecado pela idéia do poder absoluto e da riqueza pessoal.
Os milhões de brasileiros que assistiram o debate promovido pela Rede Globo de Televisão – a mesma emissora que tentou manipular o noticiário durante meses em favor de Serra e não conseguiu nada em seu intento ilegal e condenável – pode reafirmar o que já sabia: Dilma é o melhor para o Brasil, para manter os avanços do governo do presidente Lula, o governo que mudou a face do país para melhor.


DESMASCARANDO SERRA COM FATOS E PROVAS

(Para cada mentira do Serra, há um link simplificado na internet provando o que dizemos)



1ª MENTIRA:
SERRA NUNCA CRIOU O SEGURO-DESEMPREGOO seguro foi criado pelo decreto presidencial nº 2.284, de 10 de março de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano, através do decreto nº 92.608, passando a ser concedido imediatamente aos trabalhadores.  Duvida? Entre: http://bit.ly/afr4Ms 

2ª MENTIRA:
SERRA NÃO CRIOU O FUNDO DE AMPARO AO TRABALHADOR
O FAT foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS).
Confira: http://bit.ly/ddWbNn
3ª MENTIRA –
SERRA NÃO CRIOU OS GENÉRICOS O verdadeiro pai dos remédios genéricos foi o ex-ministro da Saúde, Jamil Haddad, através do decreto-lei nº 793, de 1993, muitos anos antes de Serra ser ministro da Saúde, e antes mesmo de FHC ser eleito.
Quer Provas?  http://bit.ly/bSefkR

4ª MENTIRA –
SERRA E O ABORTO
SERRA esconde dos religiosos que, quando foi Ministro da saúde de FHC, assinou uma normativa do sistema único de saúde, onde o aborto era permitido em alguns casos.  Pesquise em http://bit.ly/9jPpBm

A mulher de Serra já fez aborto!!! (olha que hipocrisia!)  Acesse: http://bit.ly/b2NOhz

COMO DEPUTADO CONSTITUINTE -1987/1988 - SERRA SÓ VOTOU CONTRA OS CIDADÃOS!
a) Votou CONTRA a redução da jornada de trabalho para 40 horas;
b) Votou CONTRA a garantia de aumento real do salário mínimo;
c) Votou CONTRA o abono de férias de 1/3 do salário;
d) Votou CONTRA a garantia de 30 dias de aviso prévio;
e) Votou CONTRA o aviso prévio proporcional;   
f) Votou CONTRA o direito de greve;
g) Votou CONTRA a licença paternidade;            
h) Votou CONTRA a nacionalização das reservas minerais.
Por isso, SERRA foi reprovado com a nota de 3,75 pontos pelo DIAP. Veja: http://bit.ly/dCZw1L


5ª MENTIRA – SERRA E PRIVATIZAÇÕESEle diz que vai fortalecer a PETROBRAS, BB E CAIXA, mas a verdade é quando ele foi Ministro do Planejamento, comandou o maior processo de privatização que já tivemos. Faltou critério e transparência. Pior, vendeu tudo a preço de banana e com financiamento pelo BNDES. Em SP, ele também fez isso. Por que não fará agora? Confira:http://bit.ly/btXnYa 

A própria equipe econômica do Serra já disse o que pretendem fazer: http://bit.ly/969jAI
 
FHC também diz que o Serra sempre defendeu as privatizações: http://bit.ly/8n4lHD
A própria equipe econômica do Serra já havia dito o que pretendem fazer: http://bit.ly/969jAI


6ª MENTIRA – SERRA E SUAS PROMESSAS DE CAMPANHAEle está prometendo Salário de R$600, aumento disso e daquilo. Mas ele não tem de onde tirar dinheiro.
Quer a prova? http://bit.ly/bsbLLi

7ª MENTIRA – SERRINHA PAZ E AMOR?Ele se diz um político democrático, que respeita a sociedade... Será mesmo? Veja nesse vídeo como ele trata os Professores de São Paulo...É na base da bala e da porrada. http://bit.ly/9VTLxo 

E os jornalistas que o criticam duramente? Parece que são demitidos... http://bit.ly/bhscdB

8ª MENTIRA – SERRA ÉTICO? No governo FHC, em que Serra foi Ministro duas vezes, houve mais de 45 casos de corrupção. Você Sabia?
Então olha só: http://bit.ly/8ZBRGi
                                                                                                
Lembra aquele caso das Sanguessugas? Então... http://bit.ly/9V6Nzk
Como Prefeito e Governador de SP, houve vários casos de corrupção, olhe aqui:  http://bit.ly/a7Ezeh   
Você quer mais motivos para não confiar no Serra?  http://bit.ly/cBefe6    E  http://bit.ly/czIhml  

Ah! Sobre as mentiras contra a Dilma, vale a pena visitar o site 
           

Você vai ver o tanto de mentiras que a campanha do SERRA inventou contra ela!

BASTIDORES

Após o encerramento do debate, duas cenas chamaram a atenção no Twitter. A primeira, de petistas reclamando do enquadramento final do candidato Serra, em plano fechado, enquanto que em sua fala de despedida, Dilma apareceu em plano aberto, com o tucano ao fundo. A segunda, foi a análise do sociólogo Emir Sader, que estava na plateia e comentou na rede social: "No final um montão dos indecisos foi pedir autógrafo pra Dilma. E o Ali Kamel, desesperado: 'Tirem a sua candidata, não da para dar 80 autografos'."


ATEÍSMO MILITANTE

 Ana Niemeyer nos enviou email com este texto de Frei Betto, que repassamos para vc.
Frei Betto 
      No decorrer da campanha presidencial afirmei, em artigo sobre Dilma Rousseff, que ela nada tem de “marxista ateia” e que “nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar com violência os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte".
      O texto provocou reações indignadas de leitores, a começar por Sr. Gerardo Xavier Santiago e Daniel Sottomaior, dirigentes da ATEA (Associação Nacional de Ateus e Agnósticos).
      Desfruto da amizade de ateus e agnósticos e pessoas que professam as mais diversas crenças. Meus amigos ateus leram o texto e nenhum deles se sentiu desrespeitado ou comparado a torturadores.
      O que entendo por “ateísmo militante”? É o que se arvora no direito de apregoar que Jesus é um embuste ou Maomé um farsante. Qualquer um tem o direito de descrer em Deus e manifestar essa forma negativa de fé. Não o de desrespeitar a crença de cristãos, muçulmanos, judeus, indígenas ou ateus.
      A tolerância e a liberdade religiosas exigem que se respeitem a crença e a descrença de cada pessoa. Defendo, pois, o direito ao ateísmo e ao agnosticismo. Minha dificuldade reside em acatar qualquer espécie de fundamentalismo, seja religioso ou ateu.
      Sou contrário à confessionalidade do Estado, seja ele católico, como o do Vaticano; judeu, como Israel; islâmico, como a Arábia Saudita ou ateu, como a ex-União Soviética. O Estado deve ser laico, fundado em princípios constitucionais e não religiosos.
      Não há prova científica da existência ou inexistência de Deus, lembrou o físico teórico Marcelo Gleiser no encontro em que preparamos o livro “Conversa sobre Ciência e Fé” (título provisório) que a editora Agir publicará nos próximos meses. Gleiser é agnóstico.
      Assim como não tenho direito de considerar alguém ignorante por ser ateu, ninguém pode “chutar a santa” (lembram do caso na TV?) ou agredir a crença religiosa de outrem. Por isso, defendo o direito ao ateísmo e me recuso a aceitar o ateísmo militante.
      Advogar o fim do ensino religioso nas escolas, a retirada dos crucifixos nos lugares públicos, o nome de Deus na Constituição e coisas do gênero, nada têm de ateísmo militante. Isso é laicismo militante, que merece minha compreensão e respeito.
      O Deus no qual creio é o de Cristo, conforme explicito no romance “Um homem chamado Jesus” (Rocco). É o Deus que quer ser amado e servido naqueles que foram criados “à sua imagem e semelhança” – homens e mulheres.
      Não concebo uma crença abstrata em Deus. Não presto culto a um conceito teológico. Nem me incomodo com os deuses negados por Marx, Saramago e a ATEA. Também nego os deuses do capital, da opressão e da Inquisição. O princípio básico da fé cristã afirma que o Deus de Jesus é reconhecido no próximo. Quem ama o próximo ama a Deus – ainda que não creia. E a recíproca não é verdadeira.
      Ateísmo militante é, pois, profanar o templo vivo de Deus: o ser humano. É isso que praticam torturadores, opressores e inquisidores e pedófilos da Igreja Católica. Toda vez que um ser humano é seviciado e violentado em sua dignidade e direitos, o templo de Deus é profanado.
       Prefiro um ateu que ama o próximo a um devoto que o oprime. Não creio no deus dos torturadores e dos protocolos oficiais, no deus dos anúncios comerciais e dos fundamentalistas obcecados; no deus dos senhores de escravos e dos cardeais que louvam os donos do capital. Nesse sentido, também sou ateu.
      Creio no Deus desaprisionado do Vaticano e de todas a religiões existentes e por existir. Deus que precede todos os batismos, pré-existe aos sacramentos e desborda de todas as doutrinas religiosas. Livre dos teólogos, derrama-se graciosamente no coração de todos, crentes e ateus, bons e maus, dos que se julgam salvos e dos que se creem filhos da perdição, e dos que são indiferentes aos abismos misteriosos do pós-morte.
Creio no Deus que não tem religião, criador do Universo, doador da vida e da fé, presente em plenitude na natureza e nos seres humanos.
Creio no Deus da fé de Jesus, Deus que se aninha no ventre vazio da mendiga e se deita na rede para descansar dos desmandos do mundo. Deus da Arca de Noé, dos cavalos de fogo de Elias, da baleia de Jonas. Deus que extrapola a nossa fé, discorda de nossos juízos e ri de nossas pretensões; enfada-se com nossos sermões moralistas e diverte-se quando o nosso destempero profere blasfêmias.
Creio no Deus de Jesus. Seu nome é Amor; sua imagem, o próximo.

Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Leonardo Boff, de “Mística e Espiritualidade” (Vozes), entre outros livros.